Após alguns comentários no fim de semana, quando disse que a Otan teria que “lidar com a Espanha” nesta cúpula de dois dias nos Países Baixos, Trump voltou com a questão.
No domingo, o presidente do executivo espanhol, Pedro Sánchez, compareceu publicamente para afirmar que seu país havia acordado com a Otan não gastar 5% do seu PIB em Defesa, mas sim 2,1%, “nem mais, nem menos”.
Sánchez argumentou que esse limite representa um equilíbrio aceitável para não prejudicar os gastos sociais nem aumentar impostos, e enfatizou que a meta de 5% lhe parecia “desproporcional” para a Espanha.
O dirigente socialista trocou cartas a respeito com o secretário-geral da Aliança, Mark Rutte, e na segunda-feira vazou uma carta deste na qual dizia que a Otan concederia “flexibilidade” à Espanha para que definisse sua rota de gastos militares nos anos seguintes.
A cúpula de Haia, nesta terça e quarta-feira, está prestes a oficializar esse compromisso de alcançar 5% de gastos militares dentro de 10 anos, sob a pressão de Trump, que reclama que Washington gasta demais na segurança da Europa.
No ano passado, a Espanha foi o país que menos gastou proporcionalmente em Defesa (1,24%) dentre os 32 Estados-membros. Para este ano, comprometeu-se a alcançar 2%, o consenso anterior fixado há uma década.
noticia por : UOL






