Outra parte do programa, chamado de “Superação da Pobreza”, atenderá famílias com integrantes que podem trabalhar, mas não o fazem por algum motivo. Segundo o governo, haverá uma “jornada personalizada” elaborada pelo agente, com três módulos: Proteger (com duração média de seis meses), Desenvolver (com duração de outros seis meses), e Incluir (com duração de um ano).
Chamado de “SuperAção”, projeto foi apresentado pelo próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A proposta teve tramitação rápida na Alesp, com apenas 33 dias para ser aprovado — que agora vai para sanção do governador.
Programa é voltado para famílias cadastradas no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo (R$ 759, em 2025) per capita. O CadÚnico é o cadastro do governo federal para receber benefícios sociais. No total, São Paulo tem 2,2 milhões de famílias que se enquadram nesse critério.
Objetivo é atender 105 mil famílias até 2026. Desse total, 35 mil são famílias que hoje estão abaixo da linha da pobreza (renda per capita inferior a R$ 280 por mês). O estado tem hoje 634 mil famílias nessa condição. As outras 70 mil famílias que são alvo do programa até 2026 têm renda per capita acima da linha da pobreza, mas inferior a meio salário mínimo (R$ 759, em 2025).
O programa terá um investimento de R$ 500 milhões. Desse valor:
- R$ 110 milhões vão para municípios elegíveis na primeira onda de implantação do programa;
- R$ 85 milhões vão para auxílio direto às famílias;
- R$ 51 milhões serão para auxilio de proteção social (para famílias com renda per capita abaixo de R$ 218 e com insegurança alimentar);
- R$ 104 milhões serão para contratar agentes.
noticia por : UOL





