Caso Juliana Marins: parque reabre trilha que leva ao cume do Monte Rinjani, onde brasileira morreu

A trilha que leva ao cume do Monte Rinjani, localizado no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, foi reaberta neste sábado (28).

A informação foi divulgada em comunicado oficial do Ministério do Meio Ambiente e Florestas na sexta-feira (27).

“Os visitantes que realizarem atividades de caminhada dentro da área do Parque Nacional do Monte Rinjani devem seguir as normas e regulamentos existentes, incluindo a obrigatoriedade de se registrar através do Sistema de Reserva Online de Trilhas de Caminhada (eRinjani), conforme estabelecido pelo Balai do Parque Nacional do Monte Rinjani”, diz o post.

Nos comentários da publicação no Instagram que anunciou a retomada das atividades, a gestão é cobrada sobre quais foram as providências tomadas para reduzir os riscos da trilha.

A interdição do local foi anunciada há alguns dias pela administração para viabilizar as operações de resgate de Juliana Marins, que escorregou e caiu enquanto fazia uma caminhada próxima a um vulcão, um passeio muito procurado por turistas de todo o mundo.

Leia também: Datafolha: 58% dos brasileiros dizem ter vergonha dos ministros do STF; 30% sentem orgulho

Entenda o caso

A jovem de 26 anos foi encontrada sem vida na última terça-feira (24) após sofrer um acidente na trilha de um vulcão no Parque Nacional do Monte Rinjani. Natural de Niterói (RJ), ela realizava um mochilão pela Ásia desde fevereiro.

A tragédia teve início quando a mesma escorregou e caiu. Não se sabe quantas quedas ela sofreu, mas a mesma foi localizada ao menos em três pontos diferentes do penhasco. No dia 21 de junho, após a primeira queda, foi filmada por um drone de turistas espanhóis se movendo, a cerca de 300 metros da trilha.

Na segunda-feira (23), um drone com sensor térmico a localizou imóvel. Ela havia escorregado ainda mais, e os socorristas não conseguiram chegar até Juliana Marins porque, segundo relataram, a corda disponível era curta demais.

Na terça-feira (24), a equipe finalmente conseguiu alcançá-la, mas ela já estava morta — a 600 metros do ponto inicial. Um trauma contundente, que teria resultado em danos a órgãos internos e hemorragia, é apontado como a causa da morte, segundo a autópsia divulgada na sexta-feira (27) pelas autoridades.

“Encontramos arranhões e escoriações, bem como fraturas no tórax, ombro, coluna e coxa. Essas fraturas ósseas causaram danos a órgãos internos e sangramento”, afirmou o especialista forense Ida Bagus Alit à imprensa.

De acordo com ele, não foram encontradas evidências que sugerissem que a morte ocorreu muito tempo após os ferimentos. Ele estima que o óbito tenha ocorrido em torno de 20 minutos após uma queda. A possibilidade de hipotermia também foi descartada, já que não foram encontrados ferimentos tipicamente associados à condição, como lesões nas pontas dos dedos.

“Por exemplo, havia um ferimento na cabeça, mas nenhum sinal de hérnia cerebral. A hérnia cerebral geralmente ocorre de várias horas a vários dias após o trauma. Da mesma forma, no tórax e no abdômen, houve sangramento significativo, mas nenhum órgão apresentou sinais de retração que indicassem sangramento lento. Isso sugere que a morte ocorreu logo após os ferimentos”, esclarece.

Leia também: Irmã de Juliana Marins critica legista por divulgar laudo da morte à imprensa antes: “Absurdo”

noticia por : UOL

Facebook
Twitter
WhatsApp
Email