O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, confirmou nesta quarta-feira (5) que ordenará uma redução de 10% no tráfego aéreo programado em 40 grandes aeroportos a partir desta sexta-feira (7), caso não seja alcançado um acordo para encerrar a paralisação do governo federal.
A paralisação, que já dura 36 dias, obrigou 13 mil controladores de tráfego aéreo e 50 mil agentes da Administração de Segurança no Transporte (TSA) a trabalharem sem receber. Isso agravou a escassez de pessoal, causou atrasos generalizados de voos e filas mais longas nas áreas de inspeção de segurança dos aeroportos.
“Precisamos refletir sobre qual é o nosso dever”, disse Duffy a jornalistas, explicando o motivo da decisão. A Reuters havia noticiado o plano mais cedo.
A medida tem como objetivo reduzir a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo. A Administração Federal de Aviação (FAA) alertou ainda que pode impor mais restrições a voos após sexta-feira, caso surjam novos problemas operacionais.
Nesta terça-feira (4), Duffy já havia advertido que, se a paralisação continuasse por mais uma semana, poderia haver “caos total” e ele seria forçado a fechar parte do espaço aéreo nacional, uma medida drástica que poderia desestabilizar a aviação americana.
As companhias aéreas vêm reiteradamente pedindo o fim da paralisação, citando riscos à segurança da aviação.
As ações de grandes empresas do setor, como United Airlines e American Airlines, caíram cerca de 1% nas negociações após o fechamento do mercado.
Uma associação do setor estimou que mais de 3,2 milhões de passageiros foram afetados por atrasos e cancelamentos de voos devido ao aumento das faltas entre controladores de tráfego desde o início da paralisação, em 1º de outubro. As companhias têm alertado parlamentares sobre o impacto nas operações.
As empresas aéreas disseram que a paralisação ainda não afetou de forma significativa seus negócios, mas alertaram que as reservas podem cair se o impasse se prolongar. Mais de 2.100 voos foram atrasados nesta quarta-feira (5).
Na terça, o diretor da FAA, Bryan Bedford, afirmou que de 20% a 40% dos controladores nas 30 maiores bases da agência estavam deixando de comparecer ao trabalho.
O governo federal permanece parcialmente fechado, com republicanos e democratas travados em um impasse no Congresso sobre o projeto de financiamento. Os democratas insistem que não aprovarão um plano que não inclua subsídios de seguro de saúde, enquanto os republicanos rejeitam essa exigência.
noticia por : UOL







