Desde que explodiu no noticiário como escândalo financeiro, o caso Master prenunciava uma tempestade política. Era uma questão de tempo para que a Polícia Federal recolhesse nas nuvens dos celulares de Daniel Vorcaro e dos seus cúmplices os rastros que levam aos contatos da organização criminosa com líderes políticos e autoridades. Emanam do inquérito os primeiros relâmpagos.
A migração das trovoadas das planilhas de investimento para os aplicativos de mensagens de suspeitos e cúmplices segue um padrão meteorológico. Materializou-se na investigação o fenômeno da condensação. Interfere diretamente na formação das tempestades. Transforma vapor em líquido, criando as nuvens carregadas que levam à instabilidade atmosférica e à precipitação dos grandes temporais.
A corrupção no Brasil também sofre períodos de condensação. Aconteceu na fase do Collorgate, anões do orçamento, compra de votos da reeleição, mensalão, petrolão, orçamento secreto… A conjuntura roça agora mais um desses períodos de bandalheira concentrada.
noticia por : UOL






