Gabriela Biló 04.jun.2025/Folhapress
Fávaro retomou o mandato recentemente após deixar o comando do Mapa.
Gabriela Biló 04.jun.2025/Folhapress
Fávaro retomou o mandato recentemente após deixar o comando do Mapa.
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O senador Carlos Fávaro (PSD), que reassumiu o mandato recentemente após deixar o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), reagiu, hoje (30), à rejeição histórica de Jorge Messias, indicado do presidente Lula (PT), para o Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo divulgado em suas redes sociais, ele adotou um tom religioso para criticar os colegas que votaram contra o atual Advogado-Geral da União (AGU), afirmando que a decisão do plenário foi de encontro aos anseios da comunidade cristã.
“A vontade do Senado é soberana e a gente tem que respeitar, mas eu não posso deixar de me posicionar. Aqueles colegas senadores que barraram a ida do Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal barraram também a vontade do povo de Deus, a vontade dos cristãos que estavam apoiando mais um homem de Deus para ser o ministro do Supremo. Isso tem que ser dito. Infelizmente, quem barrou Messias, barrou a vontade dos evangélicos, do povo de Deus“, declarou Fávaro no vídeo.
O posicionamento ocorre um dia após o Senado Federal impor a maior derrota ao governo de Lula (PT) em 2026. Com um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis, Messias teve seu nome arquivado, quebrando uma tradição de aprovações para a Suprema Corte que se mantinha desde o século XIX.
Enquanto Fávaro lamentou o resultado, os outros dois representantes de Mato Grosso no Senado celebraram o desfecho da votação de quarta-feira (29). O senador Jayme Campos (União Brasil) classificou o episódio como um marco de independência da Casa. Para Jayme, a rejeição foi uma demonstração de que o Senado não atua como um “mero homologador” das escolhas do Poder Executivo, definindo a votação como “soberana, serena e respeitosa”.
Já o senador Wellington Fagundes (PL) subiu o tom contra o governo Lula, apontando o resultado como um sinal de esgotamento da gestão petista. Wellington destacou a articulação da oposição e afirmou que o governo “acabou”, citando a demora do presidente em fazer a indicação e o impacto de temas como a carga tributária na relação com o Legislativo.
Com o arquivamento do nome de Jorge Messias, o Palácio do Planalto precisará encaminhar uma nova indicação para ocupar a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso.
FONTE : ReporterMT










