13 celulares na cela: Justiça mantém isolamento de autor da chacina de Sinop na PCE

ANA JÁCOMO

DO REPÓRTERMT

A vice-presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) barrou a tentativa de Edgar Ricardo de Oliveira, autor da chacina que vitimou sete pessoas em Sinop, de deixar o isolamento na Penitenciária Central do Estado (PCE). A defesa do detento, condenado a 136 anos de prisão, buscava sua transferência para a ala de convívio comum, mas o pedido foi indeferido com base no histórico recente de indisciplina e na alta periculosidade do criminoso.

A manutenção da segregação no chamado “Raio 8” ganha contexto com a decisão anterior do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá. O magistrado determinou o isolamento após Edgar ser flagrado com um verdadeiro arsenal ilícito escondido em um compartimento sob sua cama de concreto.

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Na ocasião, agentes do Grupo de Intervenção Rápida localizaram 13 aparelhos celulares, 8 carregadores, fones de ouvido e cabos, além de fios de energia, rolo de arame e uma carta contendo números de telefone.

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Para a Justiça, a apreensão não foi um “encontro fortuito”, mas revelou uma estrutura clandestina mantida para garantir a continuidade de atividades ilícitas mesmo sob vigilância reforçada.

Reprodução

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  Edgar e Ezequias Souza Ribeiro (morto em confronto com o Bope).

O juiz Fidelis Neto destacou que a quantidade de materiais evidencia uma “concreta periculosidade e capacidade de burlar os mecanismos de controle interno”. Diante disso, o magistrado considerou que a permanência em alas comuns seria incompatível com a segurança da unidade.

Com o recurso negado pelo TJMT, Edgar permanece submetido a regras rígidas de custódia, com cela individual, banho de sol limitado a duas horas diárias em grupos reduzidos e visitas quinzenais de apenas duas horas, sem contato físico. As correspondências são fiscalizadas, exceto no contato direto com a defesa.

O magistrado chegou a cogitar a transferência para o Sistema Penitenciário Federal, mas entendeu que, por ora, a PCE é suficiente para conter os riscos.

Relembre o caso

Edgar Ricardo de Oliveira foi o autor da chacina ocorrida em 21 de fevereiro de 2023, em um bar de Sinop. Após perder apostas em partidas de sinuca, ele e o comparsa Ezequias Souza Ribeiro (morto em confronto com o Bope) abriram fogo contra frequentadores do local, assassinando sete pessoas, incluindo uma adolescente de 12 anos.

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FONTE : ReporterMT

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