Jaques Wagner diz que Messias foi usado para dar 'cacetada' em Lula

O líder do governo elogiou Messias e disse que ele “não merecia sofrer ódio”. Para Jaques Wagner, políticos transformaram a sabatina do advogado-geral da União em um “julgamento do presidente da República”. O veto à indicação de Messias foi o primeiro em 132 anos —o último caso ocorreu durante a passagem do marechal Floriano Peixoto pela Presidência da República, em 1894.

Jaques Wagner rebateu as críticas sobre a indicação de Messias. “Muitos ficaram com raiva de mim [porque queriam a indicação de Rodrigo Pacheco]. As pessoas acham que eu mando na cabeça do presidente Lula. Ele escolheu Jorge Messias e eu fui trabalhar para sua aprovação”, afirmou.

O presidente do Senado foi apontado como peça-chave para derrota de Messias. A ausência de um gesto público de Davi Alcolumbre (União-AP) foi considerada o principal fator para a derrota. Ele defendia o nome de Pacheco para a vaga do Supremo.

Pouco antes de anunciar o resultado, Alcolumbre falou sobre o placar a Jaques Wagner. “Acho que ele vai perder por oito”, sussurrou o presidente do Senado. A frase foi captada pelos microfones do Casa durante a transmissão da sessão.

Infelizmente, muita gente sorrateiramente trabalhou por debaixo do pano. A gente não se deu conta, não percebeu, e na minha opinião as pessoas fizeram uma triste tarde daquela quarta-feira. […] Ele demonstrou seu notório saber jurídico, mas, infelizmente, as pessoas não estavam a fim de saber, estavam a fim de dar uma cacetada no presidente e usaram o Jorge Messias.
Jaques Wagner, líder do governo no Senado

noticia por : UOL

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