Câmara Municipal
As declarações foram feitas durante sessão ordinária na Câmara Municipal, na manhã de terça-feira (6).
Câmara Municipal
As declarações foram feitas durante sessão ordinária na Câmara Municipal, na manhã de terça-feira (6).
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O vereador Coronel Dias (Cidadania), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a contratação da empresa CS Mobi para a implementação do estacionamento rotativo e demais obras em Cuiabá, afirmou que as investigações avançam para esclarecer dúvidas sobre os verificadores de desempenho da empresa, a aglutinação de objetos em uma mesma licitação e a convocação de responsáveis pelos trâmites que culminaram em um contrato de R$ 650 milhões.
As declarações foram feitas durante sessão ordinária na Câmara, nessa terça-feira (6).
Entre os pontos destacados pelo vereador estão a contratação de uma empresa responsável por avaliar o desempenho da CS Mobi. O problema, segundo Dias, é que essa empresa é contratada pela própria concessionária, o que ele classificou como “o lobo cuidando das ovelhas”. O parlamentar também questionou a metodologia utilizada na pesquisa, que, conforme explicou, garante uma espécie de bônus de 10% sobre o valor mensal repassado pela Prefeitura à CS Mobi caso os resultados sejam considerados positivos. Assim, se o município paga R$ 2 milhões, o adicional chega a R$ 200 mil.
“Uma coisa muito curiosa é que esse verificador independente ele se baseia apenas numa pesquisa de opinião. A estruturação da pesquisa não é da construção civil. Ela é feita com a pesquisa de opinião das pessoas, por exemplo”, questionou.
“Você acha bom o estacionamento rotativo? É claro que todo mundo acha. Agora, basear um pagamento de uma empresa de 10% num contrato de 700 milhões com base na opinião das pessoas não me parece uma boa metodologia escolhida por essa empresa”, completou o vereador.
Na sequência, Dias afirmou que a CPI também analisa o fato de o estacionamento rotativo, a construção do Mercado Municipal e as readequações de calçadas terem sido incluídos na mesma licitação. Para ele, a medida pode não ter sido vantajosa para o município.
“Então veja bem: você só pode aglutinar objetos em uma licitação se for mais vantajoso ou seja eu vou aglutinar três objetos para ficar mais barato não me parece que foi o caso”, pontuou.
O parlamentar também reclamou da ausência de convocados nas oitivas da comissão, mas preferiu não citar nomes.
“Existem algumas pessoas que estão fugindo dessa investigação e elas serão convocadas aqui e expostas também. Porque quando tomam uma decisão como essa, quem paga a conta somos todos nós”, finalizou.
Embate com a CS Mobi
O impasse envolvendo a empresa ganhou força após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, assumir a gestão municipal em janeiro de 2025. O gestor tentou rescindir o contrato, mas acabou impedido devido à previsão de multa milionária.
Desde então, a Câmara Municipal busca identificar possíveis irregularidades no contrato para viabilizar a suspensão do acordo. A comissão presidida por Dias é a segunda CPI da Casa com foco na CS Mobi. A primeira, conduzida pelo vereador Dilemário Alencar (União), foi concluída em outubro do ano passado e resultou em encaminhamentos, mas não comprovou ilegalidades suficientes para suspender o contrato.
FONTE : ReporterMT










