Montagem/RepórterMT
Além do feminicídio, Djavanderson também responde pelos crimes de perseguição e violência psicológica.
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Além do feminicídio, Djavanderson também responde pelos crimes de perseguição e violência psicológica.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
A Comarca de Paratinga (a 376 km de Cuiabá) remarcou para o dia 26 de maio, às 8h, a sessão do Tribunal do Júri que vai definir o tempo de pena de Djavanderson de Oliveira de Araújo, acusado de matar a ex-namorada Juliana Valdivino da Silva, em setembro de 2024. O julgamento estava marcado para esta quinta-feira (21), mas foi adiado após pedido da defesa do réu.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Djavanderson jogou álcool sobre o corpo da vítima e ateou fogo após uma discussão entre os dois. Juliana sofreu queimaduras de 2º e 3º graus em cerca de 90% do corpo, foi transferida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e permaneceu internada em estado gravíssimo, mas morreu dias depois.
Segundo as investigações, Juliana morava no alojamento do frigorífico onde trabalhava e, no dia do crime, foi até a antiga casa do casal para buscar pertences pessoais. No local, teria sido impedida de sair pelo acusado, que insistiu em conversar com ela.
Com medo, a vítima enviou mensagens para a mãe com o endereço e um pedido de socorro. Minutos depois, ela foi resgatada.
Ainda conforme a investigação, Djavanderson teria premeditado o crime. Ele comprou etanol em um posto de combustível e, à noite, usou um falso pedido de ajuda para atrair Juliana novamente ao local, alegando ter sofrido um acidente.
Sensibilizada, a vítima retornou. Após uma nova discussão, o acusado lançou o combustível sobre ela e ateou fogo. Segundo o Ministério Público, ele agiu motivado pela inconformidade com o fim do relacionamento e de forma que dificultou qualquer possibilidade de defesa da vítima.
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Além do feminicídio, Djavanderson também responde pelos crimes de perseguição e violência psicológica.
Conforme o MPMT, o acusado monitorava Juliana por meio da clonagem do celular, acessando mensagens, localização e informações pessoais. Ele também exercia controle emocional sobre a vítima, com ameaças de suicídio e restrições à liberdade dela, inclusive impedindo-a de sair de casa no dia do crime.
O réu está preso preventivamente desde setembro de 2024 no Centro de Custódia de Cuiabá.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
FONTE : ReporterMT










