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Policiais voltarão a usar tornozeleira e não podem ter acesso a armas de fogo.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
Os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso voltarão a usar tornozeleira eletrônica, terão suspensos os portes e as posses de armas de fogo, tanto institucionais quanto particulares, e ficarão afastados das atividades operacionais da Polícia Militar. As medidas foram determinadas pelo juiz da 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar de Cuiabá, José Mauro Nagib Jorge, após decisão da Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que acolheu recurso do Ministério Público e restabeleceu as cautelares anteriormente revogadas. Os quatro são investigados pela morte do advogado Renato Nery, ocorrida em 2024.
A decisão foi publicada hoje (15). O magistrado determinou o cumprimento imediato da ordem e mandou que o Comando-Geral da Polícia Militar e a Corregedoria-Geral da corporação adotem todas as providências necessárias para sua efetivação.
Entre as determinações estão o recolhimento ou a restrição de acesso às armas de fogo, a transferência dos militares para funções exclusivamente administrativas e a fiscalização do cumprimento das medidas judiciais.
Também foi determinada a apresentação dos quatro policiais ao setor responsável pela instalação das tornozeleiras eletrônicas, além da comunicação à unidade encarregada do monitoramento para inclusão dos acusados no sistema de vigilância.
Na mesma decisão, o juiz analisou um pedido da defesa do 3º sargento Leandro Cardoso relacionado à localização da testemunha Luiz Carlos da Silva Campos. Segundo o magistrado, foram realizadas buscas nos sistemas disponíveis do Judiciário, mas nenhum novo endereço para intimação foi localizado.
Diante disso, José Mauro Nagib Jorge decidiu que caberá à própria defesa localizar e apresentar a testemunha na audiência já designada. Caso isso não ocorra, a oitiva poderá ser considerada desistida.
Por fim, o magistrado manteve a audiência anteriormente marcada e determinou a comunicação da decisão ao Ministério Público, às defesas dos acusados, ao Comando-Geral da Polícia Militar e à Corregedoria-Geral da corporação.
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FONTE : ReporterMT











