Jovem é indiciado por fingir câncer para pedir doações e gastar com viagens

Ele ainda criou uma conta falsa no WhatsApp em que se passava por um médico. “Também foi constatada a criação de um contato de WhatsApp atribuído a um suposto médico responsável pelo tratamento, utilizado para manter contato com terceiros [que eram doadores] e reforçar a narrativa apresentada pelo investigado”, explicou Victor Hugo.

Jovem, que é natural de Coimbra, no Paraná, alegava que o dinheiro seria usado para custear o suposto tratamento. Ele dizia fazer acompanhamento médico em hospitais no Paraná e em São Paulo, mas a polícia descobriu que ele não possuía registro de atendimento em nenhuma unidade de saúde ou que fizesse tratamento relacionado à leucemia nas unidades que ele mencionava nas campanhas.

Investigação teve início após algumas vítimas procurarem a polícia para denunciar o golpe. Pessoas que ajudaram Alan Guilherme passaram a desconfiar da veracidade da doença e dos pedidos de ajuda realizados pelo investigado, o que resultou na abertura do inquérito.

Delegado disse não ser possível estimar o valor total arrecadado pelo jovem. Entretanto, a investigação apontou que parte dos valores obtidos foi utilizado em viagens e outras atividades divulgadas pelo próprio investigado em redes sociais, como sair para comer em restaurantes e visitar parques de diversões em Santa Catarina.

Caso agora foi remetido ao Ministério Público do Paraná. Caberá à promotoria decidir se oferece denúncia contra o jovem, se pede mais diligências à polícia, se arquiva o caso ou propõe algum acordo ao investigado.

O UOL não conseguiu localizar a defesa de Alan Guilherme para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

noticia por : UOL

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