É o curioso fenômeno da porta giratória jurídica, onde os magistrados —e, não nos esqueçamos, o Ministério Público— zoam da nossa cara.
Uma decisão dessa magnitude, que mexe com privilégios de uma classe já privilegiada, mereceria luzes acesas, debate público intenso, transmissão ao vivo, votos orais, exposição didática e máxima transparência.
Em vez disso, acontece silenciosamente no plenário virtual, justamente quando o noticiário está sequestrado pelo futebol.
As redes sociais discutem Vini Jr., Neymar e Ancelotti. Deveriam estar falando de Moraes, Fux, Dino, Zanin, Gilmar —e até de Fachin. Até tu, Brutus?
Na minha janela, cornetas, gritos de gol e vuvuzelas.
Enquanto isso, uma decisão com enorme impacto financeiro e moral escorrega discretamente para os holerites magistrais —de magistrado.
noticia por : UOL









