Por trás das ruínas, o paraíso dos surfistas que sobreviveu aos terremotos na Venezuela

A palavra “Bem-vindos”, escrita com tinta em spray preta, estampa um dos quiosques situados perto da praia de Anare, que costumava receber centenas de turistas diariamente, especialmente nos fins de semana.

– “Um vilarejo abençoado” –

Henry Romero, um aposentado de 65 aos, acompanha Daniel ao tentar a sorte com sua vara de pescar. Ele costuma capturar peixes de até dez quilos muito perto da margem, cercada pelo quebra-mar, que contém a intensidade das ondas.

O mar sempre lhes deu sustento. Após os terremotos, recebem doações de alimentos, o que agradecem em meio à prostração econômica pela ausência dos turistas.

“Este é um vilarejo jardim, sempre foi um vilarejo tranquilo, que vive do turismo”, afirma Henry, que perdeu familiares que moravam em povoados próximos. Seus vizinhos que trabalhavam na região do desastre ficaram feridos.

Depois de se aposentar, ele construiu uma pequena pousada para receber visitantes. Agora, sente que o futuro do turismo é incerto pelo medo que muitos sentem de ir para a área.

noticia por : UOL

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