A juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, revogou a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, no processo em que ele é acusado de jogar pedras em policiais.
A revogação ocorreu após ela desclassificar a acusação original de crime doloso contra a vida para lesão corporal leve.
Oruam foi denunciado por arremessar pedras pesadas e volumosas contra o delegado Moysés Santana Gomes e o oficial Alexandre Alvez Ferraz, da Polícia Civil do Rio, em julho de 2025.
Eles estavam na frente da casa dele, no Joá, zona sudoeste, para cumprir mandados de buscas e apreensão contra um adolescente que estaria na casa do rapper.
A juíza determinou o prosseguimento das medidas cautelares contra três amigos do artista, entre elas o comparecimento mensal à Justiça. Eles estavam com Oruam no dia do ataque aos policiais.
Depois da desclassificação do crime doloso, o processo será enviado a uma vara criminal comum da capital para ser julgado. O rapper agora responde por ameaça, dano qualificado, resistência e desacato.
Na ocasião em que o rapper virou réu, sua defesa disse que ele não atentou contra a vida de ninguém e isso seria demonstrado no processo. Também afirmou que ele se entregou às autoridades anteriormente e que as ações policiais têm sido marcadas por violações de direitos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Oruam e outro acusado teriam assumindo o risco de causar a morte dos agentes ao jogar pedras.
FolhaJus
A newsletter sobre o mundo jurídico exclusiva para assinantes da Folha
O oficial de cartório sofreu ferimentos nas costas e no calcanhar esquerdo. Já o delegado se escondeu atrás de um carro da polícia para não ser atingido.
“Ambos tiveram que se esconder e desviar dos constantes arremessos, os quais persistiram com elevada intensidade e com clara intenção de atingi-los”, diz trecho da denúncia assinada pelo promotor Eduardo Paes Fernandes.
Em junho a defesa de Oruam afirmou à Justiça que o rapper havia sido diagnosticado com tuberculose pulmonar e enfrentava um quadro de saúde gravíssimo.
Com base em laudos médicos, os advogados pediram a revogação da prisão preventiva, que havia sido negada.
O rapper é considerado foragido desde o início de fevereiro, quando não se apresentou após a expedição do mandado de prisão.
noticia por : UOL








