Se a base do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota, continuar votando unida na Câmara Municipal, não resta a menor dúvida de que o alcaide fará a presidência do legislativo na eleição que deve ser realizada no máximo até dezembro. O mandato da próxima Mesa Executiva da Câmara Municipal tem importância estratégica porque vai durar até as eleições municipais de 2028, e o presidente no exercício do cargo pode se beneficiar da estrutura do legislativo para conseguir os votos para uma possível reeleição a vereador ou mesmo galgar voos mais altos. Isso funciona na teoria; na prática, no entanto, não tem sido assim. Pelo menos não ocorreu na legislatura passada, quando o então presidente em exercício do legislativo, o ex-vereador Luciano Molina, não conseguiu se reeleger para mais um mandato de vereador. Como em toda regra há exceção, não se pode pegar o exemplo de Molina e generalizar. Mas uma coisa é certa: raríssimos ex-presidentes da Câmara Municipal de Apucarana conseguiram alçar voos mais altos na política. Parece ser uma sina que toma conta do Legislativo local.
Justificativa piorou
Ao usar a palavra em nome da bancada de apoio ao prefeito Rodolfo Mota, mesmo não sendo líder do Executivo, o vereador Tiago Cordeiro, na sessão que aprovou o financiamento de R$ 30 milhões da Prefeitura, justificou a ausência na audiência pública dizendo que “os vereadores da base já estavam convencidos”. A audiência pública não é para convencer os vereadores, e sim para ouvir a população sobre o financiamento.
Ruído na coordenação
A ausência do candidato ao governo do Estado, Sérgio Moro (PL), no debate promovido pela TV Band neste domingo, pegou mal e revelou um atrito na coordenação de sua campanha. Moro já tinha há tempos um marqueteiro experiente e que conhece o Paraná, Marcelo Cattani, mas resolveu trazer um outro profissional de São Paulo para fazer parte da equipe. Foi este cidadão que vetou a ida de Moro ao debate.
Excesso de candidatos
Mais uma eleição em que Apucarana corre o sério risco de ficar sem deputado estadual. O excesso de candidatos, aliado ao fato de nenhum deles ter base política fora da cidade, divide os votos, e esses poucos para cada um em nada resolvem uma eleição proporcional de deputado estadual. A esperança é que algum candidato se sobressaia sobre os demais e consiga uma votação expressiva que possa elegê-lo.
Federais, o consolo
Se a eleição de deputado estadual de Apucarana, pelo excesso de candidatos, parece difícil, o mesmo não se pode dizer da eleição para a Câmara Federal. A cidade pode ter dois representantes em Brasília a partir de 2027: Beto Preto (PSD), candidato à reeleição, e Arilson Chiorato (PT). A diferença é que eles têm base política fora da cidade, o que lhes garante votação para ocupar assentos na Câmara Federal.
Pouca audiência
O debate promovido entre dois dos três principais candidatos ao governo do Paraná, Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PT), foi marcado mais pela ausência do senador Sérgio Moro (PL) do que propriamente pela retórica dos dois participantes. Infelizmente, a audiência foi pequena e o debate vai servir apenas para que os candidatos façam recortes para exibição no horário eleitoral, onde esperam melhor audiência.
AGUARDANDO O FUNDO
A grande maioria dos candidatos aos mais diversos cargos nestas eleições estão no aguardo da liberação do Fundo Eleitoral para começar a encomendar material de campanha. Embora o calendário eleitoral permita a distribuição de material a partir do dia 16, o fundo talvez só comece a ser liberado no dia 20, o que pode retardar um pouco o início do movimento nas ruas de alguns candidatos. Outros, com mais recursos legalmente inseridos na conta, podem iniciar a campanha nas ruas a partir deste domingo. O problema é conseguir doações de forma legal para que possam declarar na prestação de contas. Muitos doadores têm medo de aparecer para não desagradar os adversários dos candidatos para quem doaram recursos.
Vapt Vupt
* Não é oficial, mas há quem diga que a Câmara Municipal pode devolver o espaço que vem ocupando no antigo Banco Sicredi, em frente à Concessionária Chevrolet de Apucarana, antes mesmo do vencimento do contrato. O problema vai ser realocar esse pessoal na sede da Câmara, onde falta espaço para tudo. Esperar para conferir.
* A coordenação de campanha do ex-deputado federal e novamente candidato à Câmara Federal, delegado Fernando Francischini em Apucarana, está prestes a explodir por conta de muito “disse-nãodisse”. Há comentários de atritos entre duas vertentes da campanha e Francischini corre o risco de ficar sem apoio de ninguém.
* O governador Ratinho Junior está eufórico com seu candidato à sucessão, deputado federal Sandro Alex (PSD). Segundo Ratinho, após a formalização das alianças, é notório o crescimento de Sandro nas pesquisas encomendadas pela campanha para uso interno. Algumas pesquisas em andamento devem vir a público brevemente.
* Se os candidatos ao governo do Paraná pensam em nacionalizar a campanha, atacando o governo federal ou defendendo o Lula, vão deixar a eleição estadual em segundo plano. É uma estratégia arriscada; o Governo do Paraná é para discutir e debater os problemas do Estado, suas necessidades e os desafios pela frente.
noticia por : UOL







