Eles atingem a água em velocidades extremamente altas, com grande precisão e em uma posição altamente hidrodinâmica Samantha Cox, da Universidade de Plymouth, à Hakai Magazine
Uma pesquisa publicada em 2016 na revista PNAS investigou essa resistência e cita velocidades de até 24 metros por segundo, equivalentes a 86,4 km/h. Os pesquisadores analisaram a anatomia das aves, soltaram um exemplar morto e congelado em um tanque e fizeram testes com cones ligados a hastes elásticas, representando a cabeça e o pescoço. Câmeras de alta velocidade registraram a entrada na água.

O momento mais delicado acontece quando a cabeça já está submersa, mas o peito ainda não tocou a superfície. A água desacelera a cabeça enquanto o restante do corpo continua descendo, comprimindo o pescoço.
O formato do bico influencia a força desse impacto. Já os músculos ajudam a estabilizar o pescoço e evitam que ele se dobre sob a pressão. A combinação entre anatomia e velocidade mantém o mergulho dentro de uma faixa de estabilidade, segundo a análise. “A maioria dos sistemas biológicos tenta ter algum tipo de fator de segurança”, explicou Sunghwan Jung, um dos autores do estudo e pesquisador da Virginia Tech, à Hakai Magazine.
A ave tem “airbags” no corpo?

Os compartimentos de ar na face e no peito dessas aves podem até ser comparados a airbags de um carro, por sua função de amortecimento. Contudo, a estrutura é bem mais complexa.
noticia por : UOL










