Oficialmente, o motivo alegado por fontes do governo brasileiro para que a reunião com Delcy não acontecesse foi a falta de tempo na agenda de Lula, que, de fato, passará menos de 48 horas nos EUA e enfrenta o primeiro turno da eleição presidencial em menos de duas semanas, no próximo dia 4.
Mas, até pela proximidade do pleito, havia quem questionasse a conveniência do encontro, em um momento em que o governo venezuelano está cedendo grandes reservas de petróleo para exploração pelo governo dos EUA.
Ontem, em entrevista à CNN Internacional, Lula chegou a dizer que Delcy deveria convocar eleições imediatamente e afirmou que “os Estados Unidos passam a ideia de que estão governando a Venezuela”.
“Em todos os documentos que lemos e nos acordos, parece que os Estados Unidos são os grandes chefes da Venezuela. A soberania do país acabou. Isso não é bom. Não é bom para os Estados Unidos, não é bom para a Venezuela e não é bom para a democracia”, afirmou Lula.
As críticas foram consideradas duras até por auxiliares de Lula, que previam uma breve menção ao assunto, em tom mais ameno, no discurso do presidente na ONU.
Historicamente, a Venezuela é um tema que provoca constrangimentos ao petista, acusado de acobertar os desvios antidemocráticos e os abusos de direitos humanos dos chavistas, embora o governo Lula não tenha reconhecido o resultado eleitoral divulgado por Maduro no pleito de 2024.
noticia por : UOL










