Emendas: Democracia foi corroída por oligocratas, pornocratas e timocratas

A íntegra da resposta está aqui.

Informa a Folha:
“O presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, José Rocha (União Brasil-BA), disse à Folha nesta sexta-feira (27) que emendas parlamentares de seu colegiado não foram deliberadas pelos deputados do grupo e que não existem atas de aprovação destas indicações. O parlamentar, que foi convocado pela PF (Polícia Federal) para falar no inquérito que investiga o tema, afirmou que o chefe da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deu informações que ‘não procedem e não são verdadeiras’ ao STF sobre tais deliberações. ‘Ele (Lira) não enviou para a comissão aquilo que o próprio ministro (Flávio Dino, do STF) passou a solicitar, que a Câmara mandasse os autores das indicações e os objetos das emendas’, afirmou.”

Os oligocratas têm suas patranhas. Convém observar que a Câmara não recorreu da mais recente decisão de Dino. Ora, se tudo foi feito de acordo com a lei e se as indagações feitas pelo ministro têm resposta convincente, recorra-se. Se a decisão monocrática não agradar, apele-se no recesso ao presidente do tribunal. Mas essa elite às avessas não quer uma nova negativa no tribunal. Prefere tentar algum caminho alternativo, uma acochambrada com o relator, quem sabe…

COLAPSO
Criou-se um regime impossível no Brasil — o “sequestrismo” — que chegou ao colapso tão logo alguém lembrou que o país tem uma Constituição. Walfrido Warde e Rafael Valim, os advogados que recorreram ao Judiciário em nome do PSOL, apelaram a uma tática verdadeiramente revolucionária nos dias de hoje: pleitearam que as emendas sejam submetidas ao regime constitucional, uma vez que nada pode haver além fora dele e contra ele.

Não sei se o ministro vai se contentar com as respostas que não foram dadas. O que sei é que pôr fim à indústria do crime em que se transformaram as emendas deveria ser uma das prioridades dos valentes varões de Plutarco, que, em tese ao menos, estão preocupados com a evolução da dívida pública por razões republicanas, como se o calote fosse uma hipótese plausível… Coisa de gente vil. Quem dera exercessem a mesma pressão em favor da destinação honrada dos mais de R$ 50 bilhões em emendas, que hoje alimenta esquemas criminosos e garantem as posições de oligocratas, pornocratas, etocratas e timocratas.

Mas não… Poucas vozes são tão obsequiosas com os tais “mercáduz”, comportando-se, muitas vezes, como um de seus ordenanças, como Arthur Lira. Esse regime singular que se inventou no Brasil, sob a guarda de centrão, extrema-direita e reacionários variados, deixa-se conduzir, pelo nariz, sem resistência, por velhacos e especuladores. Essa gente, se puder, derruba Lula e entroniza os Liras da vida para que a pobrada brasileira saiba distinguir, sem reclamar, os cavalcantes dos cavalgados.
*

Volto às minhas férias. Até interrompê-las outra vez.

noticia por : UOL

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