Na terça-feira, o escritório de direitos humanos da ONU em Genebra disse ter registrado pelo menos 875 assassinatos nas últimas seis semanas nas proximidades de locais de ajuda e comboios de alimentos em Gaza — a maioria deles perto dos pontos de distribuição da GHF.
A maioria dessas mortes foi causada por tiros que, segundo os moradores locais, foram disparados por militares israelenses. Os militares reconheceram que civis foram feridos, dizendo que as forças israelenses receberam novas instruções com “lições aprendidas”.
Pelo menos mais 18 pessoas foram mortas em outros ataques israelenses em Gaza neste sábado, segundo autoridades de saúde. Os militares israelenses disseram que atingiram depósitos de armas e postos de atiradores de elite dos militantes em alguns locais do enclave.
A guerra começou quando militantes liderados pelo Hamas invadiram Israel em 7 de outubro de 2023, matando 1.200 pessoas, a maioria civis, e levando 251 reféns de volta para Gaza.
Desde então, a campanha militar israelense contra o Hamas em Gaza matou cerca de 58.000 palestinos, a maioria deles civis, de acordo com autoridades de saúde, deslocou quase toda a população e mergulhou o enclave em uma crise humanitária, deixando grande parte do território em ruínas.
(Reportagem de Hussam al-Masri, em Gaza; Nidal al-Mughrabi, no Cairo, e Maayan Lubell, em Jerusalém)
noticia por : UOL






