Mello Araújo diz não ver problemas em bandeiraço estendido no 7 de Setembro. O coronel justifica com o argumento de que havia também bandeiras do Brasil e de Israel espalhadas pela Paulista. “Ninguém deixou de prestigiar o Brasil. E o nosso país é democrático, não tem problema algum ter a dos Estados Unidos também”, defendeu.
A análise do vice-prefeito vai na contramão da opinião do organizador do ato na Paulista. Silas Malafaia disse não ser a favor de “levar bandeira americana em uma data histórica como o Dia da Independência”. O pastor ponderou também que os apoiadores são livres.
O líder evangélico disse que a bandeira ficou estendida “nem um minuto”. Segundo Malafaia, o objetivo é tirar o foco de que as manifestações da esquerda “foram um fracasso” e os atos bolsonaristas, “um sucesso”. No protesto da esquerda, uma bandeira do Brasil foi aberta na Praça da República. O ato oficial de 7 de Setembro, em Brasília, teve como mote “Brasil Soberano”, numa tentativa de resgatar símbolos nacionais usados pela direita nos últimos anos.
Em agosto, os Estados Unidos oficializaram uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. Além disso, o governo de Donald Trump aplicou a Lei Magnitsky ao ministro do STF Alexandre de Moraes —o presidente norte-americano, antes da sanção, chegou a chamar o processo contra Bolsonaro de “caça às bruxas”.
Quando você não tem homens para resolver a questão do Brasil, você tem que recorrer à ajuda externa. Os senadores não fazem nada, o Supremo é o poder máximo, o presidente não tem poder suficiente e é um poder se sobrepondo ao outro.
Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo
O PT anda de vermelho o tempo todo e ninguém fala nada. Inclusive ontem em São Paulo, no Rio, onde eles fizeram manifestação, estavam de vermelho, todos eles. Quer dizer que bandeira comunista pode? Quer dizer que estar vestido de vermelho, que é a marca do comunismo, essa praga do inferno desse sistema que destrói as nações, pode?
Silas Malafaia, pastor
noticia por : UOL






