Hospitais recorrem ao mercado ilegal para obter medicamentos e equipamentos, enquanto órgãos públicos buscam combustível e peças de reposição. Comerciantes também levam baterias, painéis solares, iPhones e alimentos para atender à demanda no território.
O Exército israelense afirma que trata o contrabando ?muito seriamente? e trabalha para impedi-lo. A corporação diz que eventuais suspeitas contra militares são investigadas e tratadas conforme a lei.
Rotas e restrições para entrada de produtos
Israel controla a entrada de alimentos, ajuda humanitária e mercadorias em Gaza desde o início da guerra contra o Hamas, em outubro de 2023. Doze grandes comerciantes receberam permissão para importar produtos comerciais, mas o conteúdo das cargas precisa de aprovação israelense.
Autoridades israelenses classificam cerca de 150 categorias de produtos como de ?uso duplo?, por poderem ter emprego militar. A lista inclui concreto, asfalto, tubos de aço e tábuas de madeira, embora alguns itens, como geradores e aparelhos de raio-X, tenham entrado sob monitoramento.
Grande parte das cargas legais passa pela travessia de Kerem Shalom, no sul de Gaza, onde caminhões são inspecionados. Contrabandistas usam essa rota e trajetos militares, conforme comerciantes e documentos judiciais, além de esconder mercadorias em caminhões comerciais e, em alguns casos, em cargas humanitárias.
noticia por : UOL










