Qual é o objetivo do golpe: a vítima, nesses casos, não é o funcionário, e sim a empresa – o que o golpista deseja é obter senhas e invadir o sistema da empresa onde aquela pessoa trabalha.
Como se proteger: de acordo com o especialista em segurança digital Paulo Trindade, é preciso ficar atento ao tipo de informações que o funcionário acaba tornando públicas e que, mais tarde, podem servir para o golpista, como fotos dentro da empresa, utilizando o crachá, ao lado de colegas e do próprio chefe. O golpista pode cruzar esses dados com informações do LinkedIn e, em um horário de plantão, se passar pelo chefe da pessoa.
A quem denunciar: casos assim devem ser denunciados à Polícia Civil, à rede social por onde eventualmente houve o contato e à própria empresa, que também deve denunciar o caso às autoridades policiais.
Fontes que consultamos: Para esta checagem, o Comprova conversou com o especialista em segurança digital Paulo Trindade, Onsite Security Services Manager da ISH Tecnologia, utilizou dados do Banco Central e também consultou sites da Febraban, Banco Itaú, Idec, Correios e Serasa.
Desconfiou que é golpe? O Comprova pode ajudar a verificar: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem sobre políticas públicas, eleições e possíveis golpes digitais e abre verificações para os conteúdos duvidosos que mais viralizam. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.
Para se aprofundar mais: Parceiro do Comprova, o Estadão Verifica publicou uma matéria mostrando como criminosos usam inteligência artificial para manipular vídeos de pequenos influenciadores e aplicar golpes nas redes sociais; o UOL Confere mostrou ser falsa a mensagem que falava sobre um sorteio conjunto para prêmios da Claro e da Vivo; a AFP Checamos mostrou que era falso um site que prometia consultar valores a receber usando uma cópia do portal do governo. A Agência Lupa criou um site que mapeia golpes digitais e orienta vítimas de fraudes.
noticia por : UOL