'Dinheiro do crime': áudio para diarista é usado como prova contra Deolane

O homem faz ameaças e afirma que o grupo resolveria a situação sem acionar a polícia. “É o seguinte, ficamos de buscar uma moeda lá, quando nós chegamos lá deparamos que não tinha mais a moeda lá. Ele mostrou a filmagem de você entrando com uma sacola pequena, saindo com uma sacola grande. Só você entrou no apartamento, só você teve acesso a esse apartamento. Então nós quer resolver da melhor maneira. Nós não vai para a polícia porque nós é o crime, mas nós resolve do nosso jeito. Nós só quer o dinheiro de volta”, continua, no áudio.

De acordo com o relatório da Polícia Civil, Denise também afirmou ter sofrido ofensas e ameaças por telefone vindas de Deolane. Além disso, seguranças particulares da investigada teriam ido até a residência da diarista para realizar buscas em seu imóvel, veículo e aparelho celular, sob forte pressão psicológica.

A investigação avançou após Denise entregar um pen drive com gravações recebidas de interlocutores desconhecidos. Para os delegados, esse episódio não é apenas uma desavença pessoal, mas uma “corroboração da tese investigativa”. Segundo a polícia, o caso demonstra que o núcleo familiar lidava com grandes quantias de dinheiro físico de origem ilícita e mantinha uma estrutura operacional para a ocultação desses bens, reforçando a conclusão de que Deolane funcionava como o “caixa da facção criminosa”.

Denise nega ter furtado a quantia da casa de Kayky. Ela move um processo contra Deolane e o filho da influenciadora. Na ação, a ex-funcionária acusa ambos de calúnia e ameaça.

Deolane, Marcola e mais cinco pessoas foram indiciadas

Marcola, líder do PCC, em foto do sistema prisional
Marcola, líder do PCC, em foto do sistema prisional Imagem: Ministério Público

noticia por : UOL

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