Eleição do PT expõe tensão entre volta à militância e flerte com centrão

Favorito, Edinho defende alianças com o centro e setores do mercado financeiro. Já Rui critica esse caminho, afirmando que o distanciamento da esquerda fez o PT perder votos. Internamente, porém, há quem o veja como alguém que se afastou de Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, período em que presidia o partido. Também disputam a presidência nacional os quadros históricos Romênio Pereira e Valter Pomar.

O que esperam os petistas

“Eleição mais cheia e animada”. Para o professor universitário Tiago Mesquita, 46, os caminhos em disputa animaram filiados do partido. “Esta eleição mobilizou a militância popular”, afirmou.

“Base sempre esteve presente”. Mesquita rejeita a ideia de que o PT tenha se afastado da base. “Mas é preciso construir uma nova relação com ela, porque o partido passou a acumular muitas tarefas institucionais.” Mesquita defende que o partido precisa de “mais mobilização”.

Partido precisa aproveitar conjuntura favorável, diz filiada. A professora Sabrina Teixeira, 45, vê na eleição interna uma oportunidade para o PT considerar a mudança no cenário político atual. A taxação dos super-ricos é exemplo da nova fase e a posição de Lula a favor da medida indica que ele tem ouvido a militância. Tiago e Sabrina Teixeira votaram no Rio Pequeno, zona oeste da capital paulista.

É hora de redefinir rumo do partido. A avaliação é do editor Pedro Salles, 26, que vê a legenda dividida “entre pessoas que usam o partido como legenda eleitoral e quem usa como instrumento de luta”. Salles votou pela manhã no Edifício Ouro para o Bem de São Paulo, na rua Álvares Penteado, região central da cidade, um dos locais com maior concentração de eleitores.

noticia por : UOL

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