Dessa vez, Moraes não determinou prazo. No entanto, ressaltou que o descumprimento das regras da prisão domiciliar ou das medidas cautelares impostas implicará na sua revogação e no retorno imediato ao regime fechado. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
Apreensão em blitz
Estácio Leite da Silva Filho foi abordado em 15 de junho, em um veículo oficial da presidência da República, durante fiscalização de rotina no Pistão Norte, em Brasília. Policiais perceberam que havia uma arma no assoalho do carro, o que chamou atenção. Também havia um carregador. Questionado sobre o registro da pistola 9mm, o sargento afirmou que o documento estava em sua carteira funcional. Ao verificá-la, os policiais viram que não havia certificação da arma. Estácio foi levado à 21ª Delegacia (Pistão Sul) para prestar esclarecimentos.
Militar disse à polícia que trabalha para Bolsonaro, o dono da arma, e que estava levando o equipamento para consertar. Segundo ele, o armamento apresentava pane que “aparentava ser de fácil solução”.
Ex-presidente admitiu em depoimento que mantinha a arma em casa. Segundo Moraes, Bolsonaro disse na ocasião que “tinha três mulheres em casa e não podia ficar desarmado”.
Defesa também confirmou a versão do sargento. Afirmou que o ex-presidente constatou que o acionamento de ferrolho da arma não estava funcionando e, sem conseguir identificar a causa do problema, entregou a arma a Estácio para verificar o que estava acontecendo. O sargento, diz a defesa, tem experiência com armamentos, “inclusive naquele modelo”.
noticia por : UOL









