O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia contra um ex-secretário de Finanças do município de Marquinho, localizado na região Centro-Sul do Estado. Conforme os autos, ele é suspeito dos crimes concussão e lavagem de dinheiro. A denúncia foi oficializada na última sexta-feira (16), na sequência de investigações que indicam que o antigo gestor teria exigido subornos a empresários que detinham contratos com a autarquia.
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As diligências foram conduzidas pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em articulação com o Grupo Especializado na Proteção ao Património Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), no âmbito da operação denominada “Arrendo”.
Segundo o Ministério Público, o então secretário utilizava o seu cargo para exigir pagamentos ilícitos a empresários que prestavam serviços ao Município de Marquinho. O crime de concussão configura-se quando um funcionário público solicita ou impõe uma vantagem indevida aproveitando-se da função que exerce.
A investigação aponta que, entre 2021 e 2025, o património do ex-secretário registou um crescimento de cerca de 520 mil reais, um montante considerado incompatível com os rendimentos declarados no mesmo período, que totalizaram aproximadamente 221 mil reais em ganhos brutos.
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Sete crimes e mais de 50 mil reais em subornos
Na acusação apresentada à Justiça, o Ministério Público imputou ao ex-secretário a prática de sete crimes de concussão. De acordo com os autos, as exigências de subornos teriam atingido, no mínimo, o valor de 50 mil reais.
Adicionalmente, o antigo gestor foi também denunciado por branqueamento de capitais. Conforme o apurado, o arguido teria tentado ocultar a origem dos valores ilícitos através da aquisição de bens, tais como veículos e gado, com o intuito de dissimular o dinheiro obtido de forma irregular.
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MP requer a perda dos valores obtidos ilegalmente
Com a formalização da acusação, o Ministério Público do Paraná solicitou à Justiça não só a condenação do ex-secretário pelos crimes imputados, mas também a perda dos valores obtidos através da concussão, bem como de todo o montante acrescido ilegalmente ao seu património durante o período sob investigação.
O caso segue agora para análise do Poder Judiciário, que decidirá sobre a aceitação da denúncia e o prosseguimento da ação penal.
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noticia por : UOL








