
Benjamin Netanyahu em entrevista para a Sky News Austrália
Reprodução
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que continuará a ofensiva na Faixa de Gaza mesmo que o grupo terrorista Hamas concorde com um acordo de cessar-fogo de “última hora” em entrevista à emissora Sky News Austrália.
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Em meio aos avanços das tropas israelenses para a capital do território palestino, a Cidade de Gaza, Netanyahu afirmou que está “prestes a completar a guerra” e que seu objetivo é libertar todos os reféns, desarmar o Hamas, desmilitarizar Gaza e dar um futuro diferente aos moradores de lá.
“Vamos fazer isso de qualquer maneira. Nunca houve dúvida de que não deixaríamos o Hamas lá. Acho que o presidente Trump disse da melhor forma, dizendo que o Hamas precisa desaparecer de Gaza. É como deixar a SS na Alemanha. Sabe, você limpa a maior parte da Alemanha, mas deixa de fora Berlim, com a SS e o núcleo nazista lá”, declarou.
O premiê israelense argumentou que eliminar o último reduto do Hamas é essencial para uma paz duradoura, tanto para israelenses quanto para palestinos: “É para libertar Gaza, libertá-los da tirania do Hamas, libertar Israel e outros do terrorismo do Hamas, dar a Gaza e Israel um futuro diferente”.
Netanyahu também criticou o anúncio de que a Austrália decidiu reconhecer o Estado palestino e criticou fortemente o primeiro-ministro do país, Anthony Albanese:
“Acho que seu histórico será manchado para sempre pela fraqueza que ele demonstrou diante desses monstros terroristas do Hamas. Quando a pior organização terrorista do planeta – esses selvagens que assassinaram mulheres, estupraram-nas, decapitaram homens, queimaram bebês vivos na frente de seus pais e fizeram centenas de reféns – quando essas pessoas parabenizam o primeiro-ministro da Austrália, você sabe que algo está errado”.
O avanço do Exército de Israel em Gaza
Porta-voz militar israelense, Effie Defrin
REUTERS
Nesta quarta-feira (20), o Exército israelense iniciou os “primeiros estágios” da tomada da Cidade de Gaza, a mais populosa da Faixa de Gaza e já controla os arredores do local.
A tomada da cidade, que prevê uma ampla operação terrestre com tanques, soldados e intensos bombardeios, integra plano para captura total do território palestino aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, no início de agosto, e vem sendo preparado pelas Forças Armadas desde então.
A operação militar na Cidade de Gaza e seus arredores será “progressiva, precisa e seletiva”, explicou um comandante militar israelense nesta quarta. “Alguns destes locais são zonas nas quais não operamos anteriormente, onde o Hamas ainda mantém capacidade militar”, detalhou. A operação “vai continuar até 2026”, antecipou a rádio militar.
Algumas horas depois do anúncio israelense, o Hamas se pronunciou e afirmou que o plano de conquista de Gaza mostra o “desrespeito flagrante” de Israel pelos esforços de mediação. Há dois dias, o grupo terrorista concordou com a proposta de cessar-fogo proposta pelo Egito e pelo Catar.
O acordo de cessar-fogo, que ainda não teve resposta de Israel, prevê uma trégua de 60 dias e a libertação de metade dos reféns restantes em troca de prisioneiros palestinos.
Israel anuncia a convocação de 60 mil reservistas
O ataque do Hamas em outubro de 2023, que desencadeou a guerra, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo um balanço da agência de notícias AFP baseado em números oficiais. A ofensiva israelense matou mais de 61.500 palestinos, segundo números do Ministério da Saúde de Gaza, considerados confiáveis pela ONU.
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Fonte: G1
- Mato Grosso, 7 de março de 2026 12:25






