“Minha vizinha não estava conseguindo dormir nem respirar, então ela preferiu partir. Eu e um dos moradores sofremos de bronquite alérgica. No segundo dia, eu já não estava mais suportando. Eu ficava sentindo dor de cabeça, falta de ar e sensação de desmaio. Então achamos que o melhor era sair” –Shayna Mendonça, documentarista
Shayna faz parte das 325 mil pessoas que tiveram que sair de suas casas por conta dos incêndios na França e Espanha. O comandante Rémi Lassoureille disse ao Le Monde que o fogo está “relativamente sob controle”, mas há risco de uma nova frente no flanco noroeste, em direção a Lacanau.
Na região de Bordeaux, na França, já foram destruídos 42 mil hectares de floresta. De acordo com a TV local BFM, o incêndio já destruiu 240 casas, em sua maioria nas regiões de praia e veraneio.
Shayna destacou o apoio prestado por voluntários. Pessoas que estavam sem ter para onde ir foram alocadas para um parque de exposições da cidade, equipado com camas e suporte terapêutico. Ela chegou a se cadastrar como voluntária, mas não chegou a atuar porque o local já contava com 10 mil voluntários.
“Parecia uma guerra, na verdade, estavam montadas as camas, tinha gente para tomar conta das crianças, outras pessoas para ajudar as que estavam desconsoladas porque perderam a casa. Porque tem gente gente que tem condições, e tem gente que só tem a casa”– Shayna Mendonça, documentarista
Em visita a um centro de crise em Bordeaux, Emmanuel Macron classificou a situação como a mais difícil enfrentada pelo país desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente francês afirmou que as próximas semanas serão duras e que será preciso resistir.
noticia por : UOL









