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Os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) revelam a gravidade da violência contra a mulher em Mato Grosso.
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Os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) revelam a gravidade da violência contra a mulher em Mato Grosso.
ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou hoje (1) que o combate à violência contra a mulher será uma das prioridades centrais de sua gestão. Em entrevista à imprensa, o chefe do Executivo estadual confirmou para a próxima quarta-feira (8) a apresentação detalhada das ações de segurança pública voltadas a frear os índices de feminicídio e agressões domésticas no estado.
Uma das principais prioridades é o Gabinete de Combate à Violência Doméstica. Diferente de uma secretaria isolada, a estrutura tem atuação transversal, permeando todas as pastas do governo para garantir suporte integral às vítimas.
Pivetta destacou que o Estado já possui um mapeamento detalhado da violência, que hoje atinge diversos municípios do interior, e que o rigor nas investigações será intensificado.
O governador também pontuou um dado alarmante: um estudo interno aponta que a maioria dos feminicídios registrados recentemente no interior de Mato Grosso foi praticada por pessoas que migraram de outros estados há pouco tempo.
“Vamos atacar de todas as formas. O Estado não pode estar dentro do ambiente privado, mas investiremos na emancipação da mulher para que ela tenha autonomia e não dependa de agressores“, afirmou.
Mato Grosso figura historicamente entre os estados com as maiores taxas de feminicídio do país. Os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) de 2024 mostram 99 mortes de mulheres, sendo 47 casos de feminicídio e 52 homicídios dolosos.
No cotidiano, os números de agressões são alarmantes, com 9.287 casos de lesão corporal e 19.018 registros de ameaça. Além da violência física, o controle psicológico e a perseguição, somando 2.221 ocorrências de stalking e 2.151 casos de dano emocional, evidenciando que milhares de mulheres vivem sob vigilância e humilhação constante em território mato-grossense.
Veja o vídeo:
FONTE : ReporterMT










