Prefeito diz que uso do dinheiro ganho pela produtora não compete à prefeitura. “Nós contratamos um serviço, recebemos o serviço e pagamos por ele. O que a pessoa faz com o recurso, com o ganho dela, não nos compete. É a mesma coisa de eu contratar um jornalista para trabalhar aqui, ele presta o serviço, vai receber R$ 10 mil por mês e o que ele faz com o dinheiro dele eu nem sequer posso questionar.”
Segundo Nunes, agentes da Polícia Civil de São Paulo que estiveram na prefeitura para cumprir mandados de busca e apreensão “foram embora muito rápido”. Seus secretários o informaram que os agentes levaram apenas um pen drive com informações enviadas anteriormente às autoridades sobre o contrato com a ONG. Além disso, esses dados são públicos e estão disponíveis no SEI (Sistema Eletrônico de Informações), destacou o prefeito.
Leia íntegra da nota da prefeitura sobre a operação
A Prefeitura de São Paulo informa que colabora com investigações em andamento e segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações. Todo o material requisitado na manhã desta segunda-feira já havia sido disponibilizado às autoridades e são, desde sempre, de acesso público, por meio da prestação de contas do município. A administração ressalta que o programa funciona normalmente na cidade e pode ser acompanhado em tempo real no link https://wifilivrecomunidades.org/sp. Por volta das 9h desta segunda-feira, dos 3,2 mil pontos contratados pela prefeitura, apenas 52 estavam off-line e passavam por manutenção. Não houve pagamento por parte da administração para 5 mil pontos. O aditivo em questão é exclusivamente para manutenção dos 3,2 mil pontos já instalados nas comunidades periféricas da cidade.
A prefeitura reforça que toda a prestação de contas, com documentos, notas fiscais, contratos e outras informações, está no sistema SEI, que é público. O processo passou também por acompanhamento do Tribunal de Contas do Município (TCM). A Prefeitura repudia veementemente ilações de desvios de recursos públicos, uma vez que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu rigorosamente os princípios da legalidade, transparência e economicidade.
Vale lembrar que o chamamento público, aberto por 30 dias para qualquer entidade interessada, ocorreu em 2024, quando não havia sequer produção do filme mencionado, e o processo cumpriu todas as exigências legais. Para 2026, o custo estimado na parceria com o instituto corresponde a R$ 1.280,80 por ponto/mês, significativamente menor do que as propostas recebidas em 2022, de R$ 2.026,26 por ponto/mês e R$ 5.092,14 por ponto/mês.
noticia por : UOL








