Em 2 de junho, Flávio anunciou o envio de uma carta pedindo que a Casa Branca não aplicasse novas tarifas aos produtos brasileiros. O governo Donald Trump divulgou a proposta de tarifaço dias depois de uma visita de Flávio ao presidente, e o senador tentou se desassociar da decisão norte-americana. No ano passado, os EUA aplicaram um tarifaço ao Brasil após pressões do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a membros do governo Trump antes do julgamento que terminou condenando Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado. O caso levou à condenação do próprio Eduardo neste mês por coação à Justiça.
Rubio respondeu a carta reafirmando a posição do governo Trump de impor novas tarifas a produtos brasileiros. Também falou sobre a audiência pública marcada para discutir o caso, da qual Flávio deve participar, no dia 7 de julho. Em cinco minutos, o pré-candidato pretende defender que o tarifaço beneficiará o atual governo, enquanto prejudicará “os exportadores brasileiros, os importadores americanos, os consumidores dos EUA e a oposição brasileira, que é a principal vítima doméstica da conduta em questão”, segundo texto enviado por ele na inscrição.
Carta de Rubio também menciona a “oferta generosa de colocar uma equipe de transição à nossa disposição caso você [Flávio] seja eleito. “Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, afirma o comunicado.
A ação protocolada no MPE pede investigação de Flávio e do PL. O documento cita que, após a eleição de Trump, em 2024, uma comitiva de deputados brasileiros capitaneada por Eduardo passou cerca de uma semana em Washington (EUA) para angariar apoio político e tentar convencer os parlamentares republicanos de que o Brasil não é mais uma democracia.
Seria equivocado tratar o episódio de Flávio Bolsonaro em Washington como fato isolado. A sequência narrada demonstra que a articulação de membros do PL com o governo e o ambiente político norte-americano é reiterada e coordenada, e não episódica –o que revela a dimensão e a gravidade das condutas individuais aqui noticiadas.
Ação do PT contra o PL
Tarifaço
Um órgão da Casa Branca comandou uma investigação contra o Brasil, na chamada Seção 301, em que aponta práticas que considera “não razoáveis”. Dentre elas, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) fala de supostos abusos do Judiciário, ameaças à liberdade de expressão, desmatamento ilegal, corrupção, Pix, pirataria e questões relacionadas a patentes. Para o órgão, práticas do governo brasileiro restringem o comércio e prejudicam os EUA.
noticia por : UOL







