Segundo Rachida Dati, a reforma visa dotar a radiodifusão pública de uma estrutura capaz de competir com gigantes digitais como Netflix e Amazon, e reconquistar um público mais jovem e popular. A France Médias definirá as estratégias e os recursos alocados às suas diferentes filiais.
O texto começa a ser debatido pelos parlamentares em meio a uma greve ilimitada de funcionários das rádios e tevês públicas. Para eles, os objetivos do projeto de criação de uma estrutura única não é claro e ameaça as produções do serviço público. Já segundo os críticos, a reforma do audiovisual, rejeitada pelos partidos de esquerda e ex-ministros da Cultura, tem o único objetivo de controlar as despesas e enxugar gastos.
Na Assembleia, o texto provoca divisões. Enquanto o partido de extrema direita Reunião Nacional, que defende uma privatização do audiovisual francês, está condicionando seu voto, a direita é a favor do projeto, assim como parte do bloco de centro.
Por outro lado, partidos de esquerda, alinhados com as preocupações dos sindicatos, denunciam uma “montagem burocrática” ditada pelo desejo de fazer “economias orçamentárias”.
Os opositores do texto temem que a reforma prejudique a independência das equipes editoriais, com o risco de uma influência do governo sobre as empresa, e a um empobrecimento da oferta cultural da radiodifusão pública.
A oposição já preparou sua estratégia: mais de 900 emendas e uma moção de rejeição foram apresentadas para prolongar os debates e tentar impedir a análise do texto.
noticia por : UOL






