Tarcísio citou Flávio Bolsonaro (PL) apenas nas considerações finais, mas defendeu o governo de Jair Bolsonaro (PL) e fez diversas referências ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Já Haddad exaltou os feitos do governo Lula (PT), tentou explorar as verbas transferidas pela União aos projetos estaduais e classificou o candidato do PL, ao fim do debate, como uma “ameaça”.
O embate, organizado pela TV Globo, é o segundo e último da campanha eleitoral paulista. O debate ocorre em meio a ampla vantagem de Tarcísio nas pesquisas de intenção de voto, que apontam possível vitória do governador já no primeiro turno.
Nacionalização de temas
Logo no primeiro bloco do debate, enquanto discutiam sobre propostas para as áreas da segurança e da saúde, os candidatos nacionalizaram os discursos. Haddad criticou Tarcísio por “faltar com a verdade” sobre a atuação do governo Lula na Operação Carbono Oculto. O governador afirmou que a ação foi “desenhada” pelo estado.
“Você não reconhece o protagonismo que eu dei para a Receita Federal, que no mundo inteiro é quem atua do lado da Polícia Federal no combate ao crime organizado”, disse o candidato do PT. A operação foi deflagrada no ano passado e investigou a infiltração do PCC no setor de combustíveis e nas fintechs da Faria Lima.
Tarcísio também fez críticas a políticas econômicas do governo Lula. O governador questionou Haddad, ex-ministro da Fazenda, sobre os pedidos de recuperação judicial de empresas como Casas Bahia e Habib’s. “Você acha que o Brasil precisa de ajuste fiscal?”. O candidato do PT rebateu e citou o governo de Jair Bolsonaro e o ex-ministro Paulo Guedes. “Agora, não me vem falar de Casas Bahia, porque pedófilo que deve administrar muito mal a sua empresa, ele que pague. Ele que pague pelo que ele fez. Eu não vou ficar defendendo empresário aqui que é criminoso. Não vou”, disse Haddad.
noticia por : UOL










