Os caixões estão envoltos em bandeiras iranianas e trazem retratos dos comandantes mortos uniformizados. O mais graduado deles é Mohammad Bagheri, poderoso general das forças armadas, responsável pelo exército, pela Guarda Revolucionária e pelo programa de mísseis do país. Ele trabalhava diretamente sob a autoridade do líder supremo, o decisor máximo e comandante-chefe das Forças Armadas.
O cortejo partiu da Praça Enghelab (Revolução) em direção à Praça Azadi (Liberdade), a 11 quilômetros de distância. O presidente iraniano, Massud Pezeshkian, participou das cerimônias, segundo imagens da televisão estatal, que também mostraram o general Esmail Qaani, chefe da Força Quds, o braço de operações externas da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica.
Ali Shamkhani, ferido durante a guerra e conselheiro do líder supremo aiatolá Ali Khamenei, foi visto carregando uma bengala. Nas ruas, milhares de iranianos agitavam bandeiras da República Islâmica com os punhos erguidos. “Boom, boom Tel Aviv”, dizia uma faixa, referindo-se aos mísseis iranianos disparados contra Israel durante o conflito em retaliação aos ataques ao Irã.
Israel iniciou uma guerra em 13 de junho com o objetivo declarado de impedir que o Irã adquirisse uma bomba atômica – uma ambição que o país nega. De acordo com o Ministério da Saúde iraniano, pelo menos 627 civis foram mortos e quase 4.900 ficaram feridos durante a guerra de 12 dias. Os ataques de retaliação iranianos contra Israel deixaram 28 mortos, segundo autoridades israelenses.
Os Estados Unidos bombardearam três instalações nucleares no Irã na noite de 21 para 22 de junho, quando se uniram à ofensiva israelense.
Com informações da AFP
noticia por : UOL






