Trump aposta nos milicianos e colaboracionistas daqui para sabotar o Brasil

RETOMO
Você pode ter ficado com a impressão de que a balança comercial e de serviços dos EUA com o Brasil é deficitária. Mas, como se sabe, não é. De 2009 a esta data, o déficit do Brasil é de mais de US$ 400 bilhões. Então o que explica o despropósito? “Ah, é que o Brasil não quis conversar com os EUA…” É mentira. As negociações estão em curso desde o momento em que Trump anunciou a tarifaço geral.

Isso tem algo a ver com Bolsonaro e com o “trabalho” de Eduardo nos EUA? Tem e não tem. Não há dúvida de que existem afinidades ideológicas entre o candidato a tirano daqui e o de lá e de que Trump gostaria de estabelecer nestas plagas um governo títere, que funcionasse como um seu satélite. Mas acho que até ele próprio duvida que consiga o intento em favor de seu candidato a boneco de mamulengo.

Desde o dia em que aquela carta destrambelhada veio a público, observei que Trump usava Bolsonaro como o seu Bozo de estimação. É o seu brinquedinho que serve de pretexto para tentar impor os interesses dos EUA ao Brasil e para proteger alguns setores da economia americana.

SERÁ TUDO APEGO AOS BOLSONAROS?
“Ah, mas por que, com este país, tudo parece muito mais severo? Será só apego aos Bolsonaros?” Isso precisa ser posto em perspectiva.

Saibam: nos países mundo afora sujeitos à tarifação imposta pelo destrambelhado, não se viram facções de direita com representação nos respectivos Parlamentos e líderes “conservadores” alinhados com Trump. Ao contrário: a repulsa às imposições uniu adversários, que continuaram a divergir sobre o resto, mas não sobre medidas que, afinal, são ruins para todo mundo.

Por aqui, as coisas são diferentes. O presidente norte-americano percebeu que há uma súcia de sabujos, de gente mequetrefe, de vagabundos morais, que, para travar a guerra política interna, aceita a interferência de um governo estrangeiro nos assuntos internos e a linguagem da ameaça, da intimidação, da chantagem, do achaque. Qual foi a reação de Bolsonaro dois dias depois do anúncio das tarifas? Disse que via decisão de Trump com “grande responsabilidade”. E exaltou as suas virtudes.

noticia por : UOL

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