Um dia após romper tornozeleira eletrônica, assassina do caso viral Slenderman é presa nos EUA


Um dia após romper tornozeleira eletrônica, assassina do caso viral Slenderman é presa nos EUA
AP Photo/Morry Gash
A polícia de Minneapolis passou o último final de semana em busca de Morgan Geyser, de 23 anos, que ficou conhecida há mais de uma década por esfaquear 19 vezes uma colega. À época, ela afirmou que fez isso em devoção a Slender Man, um personagem da internet.
No sábado (23), por volta das 21h30, o Departamento de Correções recebeu um alerta de que a tornozeleira eletrônica de Morgan estava com defeito. Duas horas depois, os oficiais entraram em contato com a casa onde ela morava para saber onde estava a garota.
Os funcionários da casa responderão então que Morgan removeu a tornozeleira e havia fugido. E na noite de domingo, ela foi encontrada em um posto em Posen, em Illinois, nos Estados Unidos.
Morgan foi encontrada com um homem de 42 anos, acusado de invasão de propriedade e obstrução de identificação, informou a polícia. Nesta manhã, a polícia local publicou no Facebook que receberam uma denúncia de um suposto casal estranho andando atrás de um prédio e, ao chegarem, encontraram-na.
Ela inicialmente deu um nome falso aos policiais e se recusou repetidamente a fornecer seu nome verdadeiro, segundo o comunicado. Depois de um tempo, ela informou que tinha “feito algo muito ruim” e, se quisessem saber quem ela era, bastava “pesquisá-la no Google”.
Morgan foi colocada em nesta casa há alguns meses, após receber liberdade condicional do Instituto de Saúde Mental de Winnebago. Ela foi internada no instituto psiquiátrico em 2018, depois de se declarar culpada de tentativa de homicídio doloso em primeiro grau, em um acordo com a promotoria para evitar a prisão. O esfaqueamento ocorreu em 2014.
O advogado dela, Tony Cotton, havia dito à agência de notícias Associated Press que não sabia o que havia acontecido com sua cliente. Ele informou por e-mail que ainda não havia falado com Geyser e desconhecia as circunstâncias de sua saída.
Julia Goldani Telles em cena de ‘Slender Man: Pesadelo sem rosto’
Divulgação
Autoridades tentaram impedir a libertação
Autoridades de saúde do tentaram impedir sua libertação em março, alegando ao juiz que ela não havia informado espontaneamente à sua equipe de terapia que havia lido o livro “Rent Boy”, um romance sobre assassinato e venda de órgãos no mercado clandestino.
Alegaram também que ela estava conversando com um homem que coleciona objetos relacionados a assassinatos e que havia enviado a ele um desenho de um corpo decapitado, além de um cartão-postal dizendo desejar ter um relacionamento íntimo com ele.
Os promotores haviam instado o juiz a não aprovar a libertação de Morgando instituto de saúde mental, alegando que ela não era confiável.
O juiz concluiu que ela não estava tentando esconder nada e prosseguiu com sua libertação, que aconteceu em julho.
Bombeiros colocam vítima de esfaqueamento em ambulância na cidade de Waukesha, Estados Unidos, no último sábado (31)
AP Photo/Abe Van Dyke
O que é o Slender Man?
A perturbadora figura alta, com longos braços e nenhum rosto surgiu em 2009, em um fórum de discussão do site Something Awful. Para participar de um concurso de Photoshop, o usuário Eric Knudsen (sob o codinome Victor Surge) postou duas imagens em que era possível ver o personagem.
Rapidamente a internet tratou de criar um folclore em torno do homem de terno preto. A lenda conta que ele atrai crianças e adolescentes e os faz desaparecerem. É frequentemente relacionado ao “Flautista de Hamelin”, história dos Irmãos Grimm que virou curta da Disney, em que um homem some com todas as crianças de uma cidadezinha por vingança.
Cena de ‘Slender Man: Pesadelo sem rosto’ mostra uma das imagens do personagem que circulam pela internet
Divulgação
Um fandom fiel espalhou o Slender Man pela web com outros fóruns, séries de vídeos, jogos e até contos eróticos dedicados a ele. No Brasil, o sujeito ganhou filme independente e, em grafites em muros, assustou moradores de uma cidade do interior de São Paulo.
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Fonte: G1

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