Nossos resultados genômicos sugerem que mutações já presentes no genoma desses animais fundadores desempenharam um papel na rápida adaptação da população de bovinos da Ilha de Amsterdã à vida selvagem em apenas algumas gerações. Laurence Flori, pesquisador do Instituto Nacional Francês de Pesquisa para Agricultura, à revista Discover
Estudo contesta teoria sobre redução de tamanho. Outra hipótese colocada à prova envolvia o chamado nanismo insular, fenômeno em que animais de grande porte se tornam menores após longos períodos de isolamento em ilhas.
Os autores encontraram poucas evidências para sustentar essa teoria. Segundo eles, as cabeças de gado da Ilha de Amsterdã provavelmente já descendiam de raças naturalmente pequenas, como a Jersey e os zebus do Oceano Índico. A análise genética mostrou que não houve seleção significativa para características associadas à redução do tamanho corporal.
Um laboratório natural perdido. A população de bovinos foi completamente erradicada em 2010 devido às preocupações ambientais envolvendo espécies nativas da ilha, incluindo o ameaçado albatroz-de-amsterdã. Embora reconheçam os desafios da conservação local, os autores lamentam que a eliminação do rebanho tenha encerrado um experimento natural único.
A população TAF representa um recurso notável de uma população doméstica que foi capaz de colonizar e prosperar em um ambiente desafiador, recuperando-se a partir de apenas um punhado de indivíduos. Autores do estudo
noticia por : UOL








