Montagem Repórter-MT
Câmeras de monitoramento do campus registraram Adriano Soares de Lima caminhando armado e ameaçando estudantes.
Montagem Repórter-MT
Câmeras de monitoramento do campus registraram Adriano Soares de Lima caminhando armado e ameaçando estudantes.
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso emitiu uma nota hoje (22) informando a abertura de um procedimento disciplinar na Corregedoria contra o agente da ativa Adriano Soares de Lima. O servidor é acusado de invadir o campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, para ameaçar estudantes, com o objetivo de defender o filho. O jovem é investigado por produzir, junto com um colega do curso de Direito, um ranking com os nomes das alunas consideradas mais “estupráveis” da instituição.
De acordo com a corporação, a Corregedoria Regional já abriu a apuração interna para aplicar as medidas administrativas e funcionais cabíveis. No âmbito criminal, o caso é conduzido pela 3ª Delegacia de Polícia da Capital, que apura o crime de ameaça.
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Ameaça gravada por câmeras e aulas suspensas
O flagrante aconteceu em 13 de maio. Câmeras de monitoramento do campus registraram o momento em que o policial federal se aproximou de um grupo de estudantes. Testemunhas relataram que ele intimidou os universitários afirmando textualmente que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”.
Assustados, os alunos acionaram a coordenação da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e a Reitoria, registrando um boletim de ocorrência com apoio jurídico.
Por conta do clima de insegurança, o Colegiado de Engenharia Civil precisou suspender as atividades práticas e transferir todas as aulas teóricas do primeiro semestre para o formato remoto. O filho do policial e o outro estudante envolvido na criação da lista criminosa foram suspensos preventivamente pela universidade.
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Inquérito apura incitação ao estupro
A polêmica começou no dia 4 de maio, quando alunas da Faculdade de Direito receberam prints de conversas privadas no WhatsApp contendo o ranking de teor misógino e violento. O caso gerou revolta generalizada na comunidade acadêmica e mobilizou órgãos de proteção às mulheres.
A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá abriu um inquérito específico comandado pela delegada Liliane Diogo para colher depoimentos das vítimas. Os estudantes que criaram o material impresso podem responder inicialmente pelo crime de incitação pública, mas a tipificação penal pode ser ampliada no decorrer das investigações. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também acompanha o caso.
Confira a nota na íntegra:
A Polícia Federal em Mato Grosso informa que os fatos envolvendo a conduta do Agente de Polícia Federal Adriano Soares de Lima estão sendo apurados pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado.
A instituição abriu procedimento disciplinar e neste momento toma as medidas administrativas cabíveis no âmbito interno.
A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a adequada conduta funcional de seus servidores.
FONTE : ReporterMT










