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As orientações surgem após o cachorro chamado Ted sofrer queimaduras graves durante atendimento em pet shop de Cuiabá.
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As orientações surgem após o cachorro chamado Ted sofrer queimaduras graves durante atendimento em pet shop de Cuiabá.
LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
O caso do cachorro Ted, que sofreu queimaduras graves durante um banho no pet shop Luxo Banho e Tosa, em Cuiabá, acendeu um alerta nacional sobre a segurança e a fiscalização desses estabelecimentos. Diante da gravidade do ocorrido, o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso (CRMV-MT) orienta os tutores sobre os cuidados necessários antes de contratar esse tipo de serviço.
A principal recomendação é verificar se o local possui um Responsável Técnico (RT) médico-veterinário, pontuou o presidente do CRMV-MT, Aruaque Lotufo.
“A presença do médico veterinário é fundamental para orientar as equipes, prevenir intercorrências e garantir que os animais sejam manejados com segurança, responsabilidade e respeito ao bem-estar. Casos como o do Ted reforçam a importância de protocolos claros e da atuação técnica nos estabelecimentos que lidam diretamente com animais”, explicou.
O Conselho orienta que, antes de deixar o pet em um serviço de banho e tosa, alguns cuidados podem ajudar os tutores a avaliar a segurança e a qualidade do atendimento oferecido.
É importante verificar, por exemplo, se a placa de responsabilidade técnica com o nome do médico-veterinário está visível na recepção. Outro ponto relevante é a transparência no atendimento: o ideal é que o estabelecimento permita que os responsáveis acompanhem a área de banho e secagem, seja por meio de vidros ou câmeras.
Também vale questionar a gerência sobre quais protocolos são adotados em casos de emergência, como situações em que o animal passe mal ou sofra algum acidente. Além disso, a higiene e a estrutura do local devem ser observadas com atenção, incluindo a limpeza e a segurança de gaiolas, canis e equipamentos utilizados nos procedimentos.
Uma dúvida comum entre as pessoas que buscam esses serviços é sobre a regulamentação desses espaços. Segundo a Resolução nº 878/2008 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), os estabelecimentos que atuam exclusivamente com estética animal, banho e tosa não são obrigados a se registrar como empresa no conselho de classe.
No entanto, eles precisam comprovar que contam com um médico-veterinário responsável técnico. Esse contrato deve ser registrado no CRMV local, e o estabelecimento precisa manter uma placa visível ao público com o nome e o número de registro do profissional. Além disso, as empresas devem cumprir as normas da Vigilância Sanitária municipal, que incluem alvará de funcionamento, higiene e manejo adequado de produtos químicos.
Caso Ted
A dona do pet shop Luxus Banho e Tosa, Graciely Lara da Costa, de 45 anos, e o marido dela vão responder por fraude processual após retirarem os equipamentos utilizados no atendimento ao cachorro Ted, que sofreu queimaduras graves durante um banho e tosa, em Cuiabá, no dia 13 de maio.
O animal ficou sob os cuidados do estabelecimento para passar por banho e tosa, mas foi devolvido à tutora com queimaduras de segundo grau pelo corpo, envolto em uma manta e com pomada para assaduras.
A proprietária do local alega falha na secadora, o que teria provocado as queimaduras. A investigação segue em andamento e também apura crime de maus-tratos contra o animal. Segundo a polícia, os laudos periciais deverão apontar se houve falha técnica nos equipamentos ou negligência durante o atendimento.
Enquanto isso, Ted segue internado em estado crítico. O cachorro precisou passar por transfusões de sangue após apresentar piora nos exames em decorrência das queimaduras.
FONTE : ReporterMT










