@Vatican Media
Durante sua mensagem aos fiéis, o Papa mencionou a cerimônia de beatificação realizada nesse sábado (14), em Jauru, e ressaltou o testemunho de fé deixado pelo religioso.
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Durante sua mensagem aos fiéis, o Papa mencionou a cerimônia de beatificação realizada nesse sábado (14), em Jauru, e ressaltou o testemunho de fé deixado pelo religioso.
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
O Papa Leão XIV falou, nesse domingo (15), a beatificação do padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que atuou por quase três décadas em Jauru (425 km de Cuiabá), durante a oração do Angelus realizada no Vaticano. Ao citar os novos beatos reconhecidos pela Igreja Católica, o pontífice lembrou que o sacerdote foi martirizado por defender os mais pobres em Mato Grosso.
Durante sua mensagem aos fiéis, o Papa mencionou a cerimônia de beatificação realizada no sábado (14), em Jauru, e ressaltou o testemunho de fé deixado pelo religioso.
“O padre Nazareno Lanciotti, sacerdote romano missionário, também ele mártir, porque em nome do Evangelho defendia os mais pobres”, afirmou Leão XIV.
Ao comentar a beatificação de outros mártires reconhecidos pela Igreja, o pontífice destacou que todos foram vítimas de perseguições por sua fidelidade a Cristo e desejou que o exemplo dos novos beatos fortaleça a missão da Igreja.
“Que o exemplo e a intercessão desses corajosos testemunhos sustentem a missão dos presbíteros e de toda a Igreja”, acrescentou o Papa.
Leia mais – Padre Nazareno Lanciotti é beatificado em cerimônia histórica realizada em Mato Grosso
A beatificação de Nazareno Lanciotti foi realizada em uma celebração histórica para Mato Grosso, presidida pelo cardeal João Braz de Aviz, prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e representante do Papa na cerimônia.
Nascido em Roma, em 1940, Nazareno foi ordenado sacerdote em 1966 e chegou ao Brasil em 1971. No ano seguinte, estabeleceu-se em Jauru, onde fundou a Paróquia Nossa Senhora do Pilar e desenvolveu um intenso trabalho de evangelização e assistência social.
Ao longo de sua missão, criou obras voltadas para crianças e jovens, incentivou a formação religiosa da comunidade e tornou-se uma das principais lideranças católicas da região.
O sacerdote também ganhou notoriedade por denunciar crimes como exploração sexual de menores, prostituição infantil e tráfico de drogas. Sua atuação passou a incomodar grupos criminosos.
Na noite de 11 de fevereiro de 2001, dois homens encapuzados invadiram sua residência e atiraram contra ele. Após permanecer internado por 11 dias, Nazareno morreu em 22 de fevereiro daquele ano, aos 61 anos. Antes de falecer, perdoou os autores do atentado.
Em abril de 2025, a Igreja Católica reconheceu oficialmente que sua morte ocorreu por ódio à fé, condição que caracteriza o martírio e permitiu a conclusão do processo de beatificação.
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FONTE : ReporterMT









