Depois de quase dois anos de taxas elevadas, o BC iniciou em março um ciclo de cortes, mas se manteve cauteloso diante do ambiente externo, que considera incerto, devido aos conflitos armados no Oriente Médio e às incertezas em torno das políticas monetárias das economias avançadas.
No âmbito doméstico, a instituição alertou que riscos mais altos do que o comum persistiam para a inflação, que desacelerou nos últimos meses, ficando abaixo do teto da meta oficial, de 4,5%. Mas a expectativa para 2026, segundo o Relatório Focus do BC, permanece em 4,9%, acima da meta.
– Inflação e eleições –
O custo de vida é uma das maiores preocupações do eleitorado brasileiro e ocupa um lugar central na campanha para a Presidência. Durante todo o seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma redução da Selic para estimular a economia do país.
Juros altos encarecem o crédito e desestimulam o consumo, o que reduz a pressão sobre os preços, mas também os investimentos.
Lula questionou ontem a autonomia do BC e defendeu que o presidente tenha o poder de intervir na economia em determinados momentos. “Alguém achava que um Banco Central independente iria resolver o problema do mundo. Não resolve”, declarou, em entrevista à TV Record.
noticia por : UOL










