Gilmar defende Gonet e critica 'decisões individuais de enorme alcance'

Nas redes sociais, Gilmar afirmou que a decisão “confirma o que já se sabia”. “Nada havia que impedisse o procurador-geral de seguir atuando nos processos do Banco Master, muito menos algo que arranhasse a reputação construída em décadas de serviço público”, disse.

Levanta-se o sigilo, submete-se a reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais e, só então, reconhece-se que nada de grave havia naquelas conversas.
Gilmar Mendes

Gonet é citado em conversas com Daniel Vorcaro, preso nas investigações sobre o Banco Master. As mensagens extraídas do celular de Vorcaro mostram que Ciro Soares, então advogado ligado ao Master, fazia a ponte entre os dois.

Sem citar o nome do ministro André Mendonça, Gilmar voltou a criticar o fim do sigilo das conversas de Vorcaro. “O dano reputacional já estava consumado. O que fica é um retrato sem filtro de vazamentos seletivos, em um inquérito que, curiosamente, ganhou tração conforme avançava o ciclo eleitoral”, disse.

O ministro mencionou ainda o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ordem também partiu de Mendonça. “Medida desproporcional, de efeitos institucionais imprevisíveis, que desarticulou, ainda que por breve período, o comando do órgão responsável pela segurança das nossas fronteiras e pela repressão a crimes graves de caráter transnacional”, escreveu.

São episódios diferentes, mas que lançam luz sobre o mesmo problema. Decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação, cujos efeitos sobre reputações e sobre instituições são irreparáveis.
Gilmar Mendes

noticia por : UOL

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