Carlos Melo critica atribuição do termo "fascista" para eleitores da direita: "Generalização estúpida"

O Roda Viva desta segunda-feira (5) recebe o cientista político e professor do Insper Carlos Melo para analisar o resultado das eleições do último domingo.

Durante a entrevista, o convidado critica a atribuição do termo “fascista” para eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e da direita no geral. Melo classifica a generalização como um erro, e lembra que rótulos do tipo são típicos dos anos 1950.

“Isso não é novo, é velho. É uma forma de você desqualificar o adversário. Não que não tenha ali feições autoritárias, mas você não pode simplesmente dizer que 55 milhões de eleitores são isso. É uma generalização estúpida”, afirma.

Para o professor, transformar a disputa em “meu time contra o seu” é antipolítica. “A política é um processo em que eu quero tirar eleitores de você. Eu quero conquistar os caras que votaram em você para que passem a votar em mim na próxima eleição. Então, eu não posso empurrá-los para você”, diz.

Participam da bancada de entrevistadores Anna Virginia Balloussier, repórter especial da Folha de S.Paulo; Joelmir Tavares, repórter do jornal Valor Econômico; Marina Amaral, diretora da Agência Pública; Maurício Pestana, jornalista e presidente do Conselho Editorial da Revista Raça Brasil; Raquel Landim, âncora do SBT News; e Vitor Brown, jornalista e apresentador da BandNews TV. As ilustrações em tempo real são assinadas pelo cartunista Eduardo Baptistão.

Assista ao programa na íntegra:

Com apresentação de Ernesto Paglia, o Roda Viva vai ao ar na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e no site oficial da emissora.

noticia por : UOL

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