Ao contrário das variedades híbridas comumente comercializadas, as sementes tradicionais podem ser armazenadas e replantadas de um ano para o outro. Além disso, elas geralmente estão mais bem adaptadas às condições locais.
“Durante a guerra, elas foram o que nos ajudou a sobreviver”, explica à AFP Salem Muhanna, líder do projeto lançado em 2017 com o apoio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
“As sementes tradicionais garantem a continuidade. Elas nos permitem obter de 80% a 90% do mesmo rendimento, ano após ano. Por isso dependemos delas”, observa.
A guerra afetou gravemente o projeto. “Os combates destruíram completamente o banco e levaram à perda de inúmeras variedades”, observa Hanadi Muhanna, de 27 anos, filha de Salem Muhanna, que também participa do projeto. “Além disso, como fomos deslocados várias vezes, foi difícil recomeçar”, acrescenta.
– Raio de esperança –
Assim como todos os outros aspectos da vida no território costeiro palestino, a agricultura em Gaza foi duramente atingida pela guerra, com a violência persistindo apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
noticia por : UOL









