Fake news sobre Aparecida frustra esquerda e tem baixo impacto nas eleições

O baixo impacto eleitoral dos falsos boatos sobre Nossa Senhora Aparecida em 2026 no Brasil ilustra que as fake news têm sido superestimadas como fator decisivo das eleições, na avaliação de analistas — pondo em dúvida a principal premissa que tem embasado movimentos de censura ao redor do Ocidente nos últimos anos.

No fim de setembro, viralizaram nas redes sociais boatos infundados sobre supostas movimentações para que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), evangélico, se eleito presidente, removesse o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, venerada pela maioria católica do país.

Nas campanhas, havia a expectativa de que o boato prejudicasse o desempenho de Flávio Bolsonaro, que, assim como seu pai antes dele (Jair Bolsonaro, candidato em 2018 e 2022), sempre teve maior dificuldade em conquistar o eleitorado católico, em comparação com o evangélico.

No entanto, as pesquisas eleitorais foram inconstantes em refletir o impacto do caso nos números e, após a votação, os dados divulgados pelo TSE sinalizam, em sentido contrário, que Lula tenha perdido apoio entre os católicos em comparação com 2022.