OMS cria indicadores para melhor medir calor extremo em mães e crianças

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OMS cria indicadores para melhor medir calor extremo em mães e crianças

A Organização Mundial da Saúde, OMS, lançou o primeiro conjunto de indicadores para auxiliar os países a monitorar os impactos do calor extremo na saúde de gestantes, recém-nascidos e crianças.

A iniciativa é uma colaboração com a Organização Meteorológica Mundial, OMM, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa.

Desafios do aquecimento global 

Estudos recentes reforçam que a exposição prolongada a temperaturas extremas prejudica a saúde desde a gestação até a infância.

A nova ferramenta da OMS foi desenvolvida para reforçar a preparação dos sistemas de saúde e incentivar o monitoramento epidemiológico.

Unsplash/Nathan Hurst
O calor extremo está afetando milhões de pessoas em todo o mundo

O diretor do Departamento de Meio Ambiente, Mudança Climática, Saúde e Migração da agência, Bruce Gordon, afirma que com o aquecimento global, surgem novos desafios para esses grupos de risco.

O foco da iniciativa é proteger populações vulneráveis aos riscos sanitários decorrentes das mudanças climáticas.

Saúde infantil

As consequências do calor extremo podem ser mensuradas na taxa de parto prematuros. Segundo a OMS, esse cenário eleva em 26% a probabilidade do adiantamento de trabalho de parto.

Além disso, os bebês com menos de um ano viveram 389% mais dias de ondas de calor em 2024 na comparação com o período entre 1986 e 2005.

Em escala global, estima-se que 1,5 bilhão de crianças estejam expostas a ondas de calor cada vez mais longas e severas.

Ações práticas

A agência orienta os governos a monitorarem métricas durante os períodos de calor, incluindo taxas de nascimentos prematuros, natimortos, hipertensão gestacional e mortalidade infantil

Ao cruzar os dados de saúde com registros meteorológicos de temperatura, as autoridades sanitárias podem prever picos de demanda nas instalações médicas, emitir alertas para a gestantes e identificar comunidades em situação de maior vulnerabilidade.

A OMS solicitou que os países desenvolvam planos contra o calor adaptados aos seus contextos locais, integrando necessidades específicas de proteção infantil e sistemas de alerta precoce.

FONTE : News.UN