O Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) reivindicou nesta sexta-feira (13) uma “vitória esmagadora” nas primeiras eleições realizadas desde o sangrento levante popular de 2024, o que coloca seu líder, Tarique Rahman, a um passo de se tornar primeiro-ministro.
Os resultados oficiais definitivos ainda não são conhecidos, mas a embaixada dos Estados Unidos em Daca parabenizou Rahman e o BNP por sua “vitória histórica”.
Rahman disse à AFP dois dias antes das eleições que estava confiante de que seu partido, marginalizado durante os 15 anos de governo autocrático da primeira-ministra deposta Sheikh Hasina, recuperaria o poder no país asiático de 170 milhões habitantes.
“Esta vitória era esperada. Não é de surpreender que o povo de Bangladesh tenha depositado sua confiança em um partido capaz de realizar os sonhos que nossos jovens imaginaram durante o levante“, afirmou Salahuddin Ahmed, membro destacado do comitê do BNP.
Protagonistas dos distúrbios do verão de 2024, os jovens, que entre 18 e 37 anos representam 44% do eleitorado, esperam mudanças profundas em um país com a economia estagnada e corroído pela corrupção.
O líder do BNP, Ruhul Kabir Rizvi, reiterou em um comunicado que o partido obteve uma “vitória esmagadora”, sem apresentar números.
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No início da madrugada no país, as emissoras de televisão locais projetaram que o BNP havia ultrapassado o limite de 150 cadeiras para garantir a maioria no parlamento, e estimaram que obteria mais de dois terços das vagas.
As emissoras de televisão Jamuna e Somoy informaram que o BNP obteve 212 cadeiras.
A coalizão islamista rival, liderada pelo partido Jamaat-e-Islami, conquistou 70 cadeiras, segundo as projeções, o que representa um grande salto em relação a resultados anteriores, mas muito longe da vitória absoluta que prometeu.
A Comissão Eleitoral continua a apuração, com previsão de conclusão em breve.
O governante interino do país, Muhammad Yunus, que deixará o cargo após as eleições, havia destacado anteriormente em uma mensagem à nação a importância da votação.
O vencedor do Prêmio Nobel da Paz, de 85 anos, conduz o país desde o fim do governo de Hasina, em agosto de 2024.
A ex-primeira-ministra, de 78 anos, foi condenada à morte à revelia por crimes contra a humanidade pela repressão sangrenta das manifestações em seus últimos meses no poder. Ela está na Índia, de onde chamou as eleições de ilegais.
noticia por : UOL






