Apucarana é a maior produtora de vasos de crisântemos do Paraná, segundo dados do Valor Bruto da Produção (VBP) de 2025, divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O município representa 46% da produção estadual. Só das estufas da família Meta – um dos maiores produtores da flor no município – vão sair mais de 400 mil vasos para o dia de finados.
“Olha, o grupo todo aqui da Família Meta planta mais de 400 mil vasos”, afirma Luiz Guilherme Meta, sócio da empresa. Para a família, o Dia de Finados representa o período mais lucrativo do ano. A preparação começa entre junho e julho, com o plantio das mudas e a instalação da iluminação nas estufas.
“É muito trabalho, muita dedicação, principalmente o trabalho manual”, destaca Guilherme. O ciclo de produção exige cerca de 90 dias de cuidados até que as flores estejam prontas para a venda.
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Contratações e distribuição
Para atender ao aumento da procura, a família amplia a equipe em até 35% com trabalhadores temporários. A produção abastece estabelecimentos de Apucarana e de outras regiões do país.
“A gente envia plantas para o Brasil todo. Supermercados, revendedores e entre outras lojas”, explica Guilherme.
A escolha das cores também considera a preferência dos consumidores. “Ao longo dos anos, a gente já sabe o que mais vende nessa época. Então, um pouco de colorido, um pouco de branco”, relata.
Temporais prejudicam produção
Apesar da expectativa positiva para as vendas, os temporais danificaram estruturas e comprometeram parte da produção. Segundo Guilherme, os prejuízos ainda estão sendo calculados.
“Afetou muito. Aqui na produção, a gente está calculando ainda os prejuízos”, afirma. Ele relata que estufas foram rasgadas, arcos quebraram e algumas plantas ficaram expostas à chuva e ao granizo.
“Sem falar que a mão de obra para você fazer os reparos, o acionamento do seguro é uma coisa muito burocrática e demora muito”, acrescenta. A falta de energia elétrica também exigiu medidas emergenciais para manter a irrigação das plantas.
“Tivemos que optar por geradores, por bomba de gasolina, para que essas plantas não ficassem sem água”, explica.
Segundo o produtor, as flores precisam ser regadas diariamente, em alguns casos até três vezes ao dia. “Um, dois dias sem água já começa a prejudicar muito o restante da produção”, alerta.
Expectativa de vendas permanece positiva
Mesmo com os danos provocados pelo clima, Guilherme mantém a expectativa de boas vendas para o feriado.
“Pelo clima, isso está prejudicando um pouco, mas, no nosso planejamento aqui, o que a gente sempre fala é para continuar, que vai vender”, afirma.
O produtor também defende a manutenção dos preços para valorizar o trabalho e os custos envolvidos na produção. “Produto de qualidade tem que ter o seu valor, porque não é fácil para o produtor enfrentar todos esses desafios, não só o do clima, mas outros, impostos, etc.”, ressalta.
Além da importância econômica, os crisântemos fazem parte da tradição de homenagear familiares e amigos falecidos. Para Guilherme, as flores representam uma forma de demonstrar carinho e manter viva a lembrança de pessoas especiais. “É uma linda homenagem que a gente faz”, conclui.

Para atender ao aumento da procura, a família amplia a equipe em até 35% com trabalhadores temporários – Foto: Lis Kato






